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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Povoado do "Castelo do Giraldo" 



Tipo de Sítio – Povoado Fortificado
Cronologia – Neolítico, Calcolítico, Idade do Bronze, Idade do Ferro, Idade Média 
Localização – Nossa Senhora da Guadalupe, Évora 
Acessos – Direcção Nossa Senhora da Guadulpe, depois seguir indicações até ao Povoado.
Bibliografia - PAÇO, Afonso do e VENTURA, José Fernandes (1960) - Castelo do Giraldo (Évora). I Trabalhos de 1960. In Revista de Guimarães. Guimarães. 71:12, p. 2749
MATALOTO, Rui, (1999) Revista de Guimarães, Volume Especial, I, Guimarães, pp. 333-362



Descrição - 

O Castelo do Giraldo “assenta num dos contrafortes da Serra de Monfurado,
numa elevação que dela se desprende e atinge a cota de 334 metros, dominando a
vasta planície que para o Oriente lhe fica aos pés” (Paço e Ventura, 1960, p. 34).



A localização de excepção reconhecemo-la pelo modo como controla a
paisagem envolvente: desde a planície de Vale Rodrigo, a Sul, a todo o vale das
Ribeiras de Valverde e Peramanca, para Norte. Somente para Oeste a visibilidade a
partir do povoado se encontra truncada pela serra. (Mataloto, Rui, 1999, p. 5) 

Com ocupação desde o neolitico final, calcolitico inicial ter-se-à construido a primeira muralha. Após um periodo de abandono, a fortificação foi reutilizada na Idade do Bronze.




Para a  Idade do Ferro, os testemunhos materiais têm comprovado uma evidencia de materiais que correspondem a cronologia para os finais da II Idade do Ferro.












O povoado só voltaria a testemunhar ocupação na Baixa Idade Média, altura em que foi construída a muralha interior (aparelho muito diferente dos anteriores). Ainda assim, os materiais atribuíveis a esta ocupação são escassos e de difícil enquadramento cronológico.








A designação de "Castelo do Giraldo" está associada a figura do nobre Giraldo, Sem Pavor, um guerreiro da Idade Média, que triunfou na luta contra os Mouros, sendo este, o líder responsável pela tomada de Évora, oferecendo depois a vitória e a região ao então Rei Português D.Afonso Henriques, em 1165. 
A lenda local associa o povoado como o "castelo de Giraldo", que terá sido em tempos o refúgio e local estratégico de preparação para a tomada de Évora.



Uma estátua alusiva ao Giraldo, Sem Pavor, foi criada durante o Estado Novo, enaltecendo a cabeça humana como troféu. Um registo que apesar do seu carácter peculiar ainda hoje pode ser observado na freguesia de Tourega, arredores de Évora.


quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer-do-Sal





Castelo de Alcácer – Piso Inferior Pousada D. Afonso II

Horário de Verão: (Julho e Agosto)10h-13h (ultima entrada às 12h 30m); 15h-19h (ultima entrada às 18h 30m).
Horário de Inverno: 9h - 12h30 (ultima entrada as 12h); 14h - 17h30(ultima entrada às 17h).
NOTA: A última entrada é feita sempre meia-hora antes da hora de encerramento.
A cripta encerra à segunda-feira.
Telefone: 265 612 058

Inaugurada a 18 de Abril de 2008. O subterrâneo, escavado no subsolo da fortaleza e do antigo Convento de Aracaeli, que hoje acolhe a pousada D. Afonso II, oferecerá uma verdadeira viagem no tempo. Numa atmosfera única, será possível ver vestígios de todos os povos que viveram na colina aos pés da qual se ergue a cidade e aí deixaram a sua marca.

Vestígios da Idade do Ferro que remontam ao século VI a.C., bem como estruturas do período romano e da ocupação islâmica abrangendo uma área considerável.

Para além da diversidade temporal, os vestígios mostraram uma multiplicidade de tipologias



Alcácer-do-Sal, representou na antiguidade parte da complexidade cultural existente no Ocidente Peninsular

A cripta arqueológica expõe peças que resultaram das escavações em meados dos anos 90, com o projecto de recuperação das ruínas e a sua conversão para o turismo, existindo ainda no restante da actual cidade, um vasto número de zonas com enorme potencial arqueológico e turístico. 

Para quem gosta da Idade do Ferro, a visita a Alcácer do Sal, é obrigatória...


















quinta-feira, 5 de abril de 2012

Castro de Cola

Tipo de Sitio - Povoado (Castro)
Cronologia - Idade do Bronze Final até Idade Média
Localização - Ourique, Beja

Tipo de Visita - Acesso Livre
Acessos -   Depois de Ourique seguir direcção Sul na IC1, ao 12 Km existe uma placa que indica o caminho correcto para o Povoado. 


Bibliografia - http://www.igespar.pt/en/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70166/

Povoado composto por muralhas em forma de polígono irregular alongado com 125 m. de comprimento por 60m de largura máxima, com 2,4 m. de espessura média, atingindo nalguns pontos entre 5 e 6 m altura.
As muralhas são formadas por 2 paredes paralelas, com entulho e pedras a meio

Espólio
Machados de pedra polida, fragmentos de vasilhas da I. do Ferro, cerâmica campaniense, contas de vidro, conta de ouro, agulha em osso, braceletes em bronze, mós, percutores, esferóides; objectos históricos: cerâmica romano-visigótica, árabe e portuguesa medieval, objectos em metal (fusos, cossoiros, fivelas, chaves, argolas, etc.), objectos em pedra (mós, esferóides de arremesso, percutores), pedras lavradas romanas e visigóticas, lápides árabes, moedas, lucernas.

 Existe também referência para uma espada de antenas. Facto que não foi possível confirmar. Podendo este achado estar hoje inserido numa outra procedência. 

Castro da Cola constituiu um importante complexo comunitário, para diferentes épocas, sendo que para a Idade do Ferro, alguns dos seus achados demonstram os diferentes conjuntos de influências "orientalizantes" e "continentais" a que a região do baixo Alentejo esteve sujeito.

A pouco mais de duas horas de Lisboa, é mais uma visita obrigatória. Para além deste povoado existem na proximidades outros sítios arqueológicos visitáveis.

Um povoado que detêm hoje de uma mística muito interessante, dado o seu estado de preservação, bem como da envolvente natural que o rodeia. 







É fácil visitar o local e imaginar por breves instantes como teriam vivido as populações que por ali passaram... 








terça-feira, 13 de março de 2012

Algumas representações de Guerreiros na Idade do Ferro em Portugal


No Norte de Portugal, a identificação de trinta exemplares de estatuária de guerreiros castrejos, talvez representando figuras tutelares, evidência a importância social e religiosa da guerra. É provável que aqueles reflectissem um sugestivo culto a destacados chefes guerreiros, heroicizados, armados com armas ofensivas e defensivas, onde o escudo redondo se encontra em posição de destaque e em concordância com a importância que lhe é conferida nas fontes escritas. É ainda possível observar a presença de torques no pescoço, braceletes nos braços (viriae) e decorações no vestuário com formas geométricas, SSS encadeados, ziguezagues e quadriláteros.

Do Castro de Lesenho (Boticas) provêm quatro destas esculturas, expostas no Museu Nacional de Arqueologia. 





Também na Citânia de Sanfins, (Paços de Ferreira) foi encontrado uma escultura de guerreiro,esta, armada com capacete tipo Montefortino. Serve hoje como logotipo para o Centro de Estudos Célticos de Sanfins. 





Existe ainda em Foz Côa, com réplicas expostas no Museu Arqueológico de Foz Côa, gravuras rupestres datadas da Idade do Ferro, onde é possível observar guerreiros, armados com escudos circulares e lanças, constituindo a reprodução de cenas reais ou imaginárias, de carácter bélico, lúdico ou mitológico.





No Sul de Portugal,(Alcácer do Sal) foram identificadas representações de "guerreiros" em pequenas esculturas de carácter votivo. Sendo possível identificar um escudo redondo.

Algumas destas peças estão expostas no núcleo museológico do Castelo de Alcácer do Sal. 





Mais a Sul, em Almodôvar, no Museu da Escrita do Sudoeste, está também exposta uma representação de guerreiro, procedente da necrópole da Abóbada. Representação de guerreiro a segurar em lança e escudo redondo, na estela decorada com o guerreiro está também a famosa escrita do sudoeste.


sábado, 3 de março de 2012

Almodôvar - Museu da Escrita do Sudoeste


Tipo de Sitio - Espaço Museológico dedicado à Idade do Ferro no Baixo Alentejo
LocalizaçãoRua do Relógio (junto à Torre do Relógio) 7700-065 Almodôvar

Acessos - Saída da A2 na direcção de Almodôvar. Depois seguir até na Nacional 393 até Almodôvar
















Links -  
www.cm-almodovar.pt/museuescritasudoeste/



Museu composto por vasto conjunto de estelas funerárias - colunas tumulares em pedra de xisto - nas quais os nossos antepassados faziam inscrições e as colocavam ao alto nas sepulturas. 
Este é um concelho riquíssimo neste tipo de registo, sendo a visita ao museu um ponto de partida para explorar esta maravilhosa região,   o concelho é uma das áreas da Península Ibérica com uma das maiores e das mais importantes concentrações deste tipo de achado arqueológico.

A denominada "Escrita do Sudoeste"  com cronologia inserida na Idade do Ferro, está presente nas actuais regiões da Andaluzia espanhola, Baixo Alentejo e Algarve, apresenta características muito particulares e com influências de matriz orientalizante.
"Distinta das dos povos vizinhos, complexa e indecifrável até à actualidade" Professor Amílcar Guerra