quinta-feira, 3 de maio de 2012




Idade do Ferro no Museu Arqueológico José Monteiro, Fundão

O Museu Arqueológico José Monteiro no Fundão foi inaugurado a 25 de Fevereiro de 2007 e corresponde a um polo cultural muito importante para a dinamização da Arqueologia na região.

Com uma forte vertente pedagógica e didáctica, tem em exposição peças muito interessantes desde a Pré-História até ao Período Romano.

http://www.museuarqueologicofundao.com/



Para a Idade do Ferro este museu tem em exposição peças muito interessantes e raras no contexto nacional. Procedentes principalmente do Povoado da Tapada das Argolas na Capinha, uma fibula tipo "Cavalinho" bem como uma Espada tipo "La Tène" aproximam a região de âmbitos culturais denominados "Continentais" ou Celtiberos.
O carácter raro destas peças, assim como a exposição permanente e a temporária de outros contextos cronológicos de igual modo interessantes obrigam-nos a sugerir uma visita a este Museu, que foi já varias vezes premiado como melhor Museu pela APOM.


Rua do Serrão, Nº 13-15, 6230-418 Fundão - PORTUGAL
TLF: 275 774 581 - FAX: 275 774 583 - TLM: 961 941 287
GPS - Latitude 40° 8'10.49"N - Longitude 7°30'0.20"W

PEÇAS DA IDADE DO FERRO 

 Fíbula tipo "Cavalinho"
   Espada tipo "La Tène" (Celtibero)






















segunda-feira, 30 de abril de 2012

CASTRO DE JARMELO (Guarda)

Tipo de Sítio – Povoado Fortificado
Cronologia – Idade do Ferro, Romano, Idade Média, Contemporâneo.
Localização – Guarda, Jarmelo
Acessos – Situado a 18km da Guarda, na direção Nordeste. Na A23, saída número 36, depois seguir direcção Jarmelo, com várias indicações na estrada nacional.


Descrição - Implantado a cerca de 950 m de altitude, num cabeço com amplo domínio visual sobre toda a paisagem envolvente, este povoado fortificado da Idade do Ferro foi objecto de reutilizações funcionais durante o período romano e Idade Média.





Para além de um troço complementar composto de afloramentos graníticos de consideráveis dimensões, o sistema defensivo deste castro seria originalmente constituído por duas linhas de muralha bastante espessas, ao topo das quais se acederia por uns degraus localizados na zona Norte deste complexo proto-histórico, do qual fariam ainda parte duas portas localizadas a Oeste e a Sul, e que demarcariam dois caminhos que se cruzam no centro da área intra-muros. E é precisamente no interior destes sistema defensivo que se podem observar os alicerces de algumas construções habitacionais de planta predominantemente quadrangular e rectangular, além das ruínas da Igreja de Santa Maria e da Fonte da Moura 






Foi na segunda linha de muralha, junto à porta Sul, que se ergueram várias estruturas, como a Igreja de São Pedro (com o seu respectivo cemitério e campanário), uma capela, a antiga Casa da Câmara e duas sepulturas escavadas na rocha. Situados numa cota mais abaixo, encontramos a Igreja de São Miguel (com o correspondente cemitério), bem como duas fontes e vestígios de outras construções. A par destas evidências, é ainda possível observar a existência de um troço de calçada romana, que ligaria este sítio à antiga rede viária romana e conduziria à entrada do recinto muralhado.
No seu conjunto, estas edificações e reconstruções evidenciarão bem o vincado carácter estratégico deste local, cujas potencialidades foram claramente reutilizadas ao longo dos séculos até, sensivelmente, meados de oitocentos. 

Seg. A. Martins (IGESPAR)


Uma visita muitíssimo interessante. O campo de visão deste local é bastante alargado e corresponde a paisagem muito característica da região. O povoado apresenta dimensões muito significativas e vários níveis de ocupação ainda bem visíveis. É sem sombra de dúvida uma visita a não perder

Observações – A este local estão também associadas algumas lendas sobre D. Pedro e D. Inês de Castro -  http://www.portugalnotavel.com/2011/01/castro-de-jarmelo-guarda/













quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cripta Arqueológica do Castelo de Alcácer-do-Sal





Castelo de Alcácer – Piso Inferior Pousada D. Afonso II

Horário de Verão: (Julho e Agosto)10h-13h (ultima entrada às 12h 30m); 15h-19h (ultima entrada às 18h 30m).
Horário de Inverno: 9h - 12h30 (ultima entrada as 12h); 14h - 17h30(ultima entrada às 17h).
NOTA: A última entrada é feita sempre meia-hora antes da hora de encerramento.
A cripta encerra à segunda-feira.
Telefone: 265 612 058

Inaugurada a 18 de Abril de 2008. O subterrâneo, escavado no subsolo da fortaleza e do antigo Convento de Aracaeli, que hoje acolhe a pousada D. Afonso II, oferecerá uma verdadeira viagem no tempo. Numa atmosfera única, será possível ver vestígios de todos os povos que viveram na colina aos pés da qual se ergue a cidade e aí deixaram a sua marca.

Vestígios da Idade do Ferro que remontam ao século VI a.C., bem como estruturas do período romano e da ocupação islâmica abrangendo uma área considerável.

Para além da diversidade temporal, os vestígios mostraram uma multiplicidade de tipologias



Alcácer-do-Sal, representou na antiguidade parte da complexidade cultural existente no Ocidente Peninsular

A cripta arqueológica expõe peças que resultaram das escavações em meados dos anos 90, com o projecto de recuperação das ruínas e a sua conversão para o turismo, existindo ainda no restante da actual cidade, um vasto número de zonas com enorme potencial arqueológico e turístico. 

Para quem gosta da Idade do Ferro, a visita a Alcácer do Sal, é obrigatória...


















segunda-feira, 16 de abril de 2012

Vista área do Castro de Santa Luzia


Conhecem a Igreja de Santa Luzia em Viana do Castelo?
Nas imediações da Igreja encontra-se um Castro bem preservado e com um centro interpretativo sobre o mesmo.


Aqui fica vista área... 
(Visita altamente recomendada... )




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Castro de Cola

Tipo de Sitio - Povoado (Castro)
Cronologia - Idade do Bronze Final até Idade Média
Localização - Ourique, Beja

Tipo de Visita - Acesso Livre
Acessos -   Depois de Ourique seguir direcção Sul na IC1, ao 12 Km existe uma placa que indica o caminho correcto para o Povoado. 


Bibliografia - http://www.igespar.pt/en/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/70166/

Povoado composto por muralhas em forma de polígono irregular alongado com 125 m. de comprimento por 60m de largura máxima, com 2,4 m. de espessura média, atingindo nalguns pontos entre 5 e 6 m altura.
As muralhas são formadas por 2 paredes paralelas, com entulho e pedras a meio

Espólio
Machados de pedra polida, fragmentos de vasilhas da I. do Ferro, cerâmica campaniense, contas de vidro, conta de ouro, agulha em osso, braceletes em bronze, mós, percutores, esferóides; objectos históricos: cerâmica romano-visigótica, árabe e portuguesa medieval, objectos em metal (fusos, cossoiros, fivelas, chaves, argolas, etc.), objectos em pedra (mós, esferóides de arremesso, percutores), pedras lavradas romanas e visigóticas, lápides árabes, moedas, lucernas.

 Existe também referência para uma espada de antenas. Facto que não foi possível confirmar. Podendo este achado estar hoje inserido numa outra procedência. 

Castro da Cola constituiu um importante complexo comunitário, para diferentes épocas, sendo que para a Idade do Ferro, alguns dos seus achados demonstram os diferentes conjuntos de influências "orientalizantes" e "continentais" a que a região do baixo Alentejo esteve sujeito.

A pouco mais de duas horas de Lisboa, é mais uma visita obrigatória. Para além deste povoado existem na proximidades outros sítios arqueológicos visitáveis.

Um povoado que detêm hoje de uma mística muito interessante, dado o seu estado de preservação, bem como da envolvente natural que o rodeia. 







É fácil visitar o local e imaginar por breves instantes como teriam vivido as populações que por ali passaram... 








sexta-feira, 30 de março de 2012

Castro de Cossourado








Tipo de Sitio - Povoado (Castro)
Cronologia - Idade do Bronze Final e Idade do Ferro (VIII - II a.C.)
Localização - Freguesia de Cossourado, 
concelho de Paredes de coura e distrito de Viana do 
Castelo.
Tipo de Visita - Acesso Livre
Acessos -  A ligação automóvel pode ser feita pela auto-estrada A3, com saída para Paredes de coura devidamente sinalizada, e/ou pela estrada nacional 303, virando-se, ao quilómetro seis, em direcção à igreja paroquial de cossourado. Depois segue-se por estrada empedrada até meio do monte e, a partir deste ponto, por caminho de terra batida. todo o percurso, desde a estrada Nacional até ao povoado, está sinalizado.
Bibliografia - SILVA, Maria de Fátima Matos da, SILVA, Carlos Alberto Machado Gouveia da, Projecto de valorização e divulgação do povoado fortificado de Cossourado (Paredes de Coura), www.gestioncultural.org.




Povoado com um núcleo habitacional constituído por diferentes tipo de estruturas, alguma de grandes dimensões e com planta circular e alongada. 
Construções sem qualquer tipo de argamassa e compostas por pedra granítica, uma das estruturas apresenta um banco de pedra ao longo da face, podendo este ter desempenhado a função de local de reuniões e de tomada de decisões para a comunindade.
Existem duas linhas de  muralhas e uma única entrada para o interior do povoado.  



Este povoado tem sofrido importantes intervenções de requalificação, permitindo hoje ao visitante ter uma percepção de algumas das estruturas habitacionais da Idade do Ferro, não foram descobertos até ao momento achados arqueológicos com datação posterior ao século II a.C. demonstrando assim um provável abandono do mesmo.... 


É sem dúvida uma visita obrigatória...    





terça-feira, 13 de março de 2012

Algumas representações de Guerreiros na Idade do Ferro em Portugal


No Norte de Portugal, a identificação de trinta exemplares de estatuária de guerreiros castrejos, talvez representando figuras tutelares, evidência a importância social e religiosa da guerra. É provável que aqueles reflectissem um sugestivo culto a destacados chefes guerreiros, heroicizados, armados com armas ofensivas e defensivas, onde o escudo redondo se encontra em posição de destaque e em concordância com a importância que lhe é conferida nas fontes escritas. É ainda possível observar a presença de torques no pescoço, braceletes nos braços (viriae) e decorações no vestuário com formas geométricas, SSS encadeados, ziguezagues e quadriláteros.

Do Castro de Lesenho (Boticas) provêm quatro destas esculturas, expostas no Museu Nacional de Arqueologia. 





Também na Citânia de Sanfins, (Paços de Ferreira) foi encontrado uma escultura de guerreiro,esta, armada com capacete tipo Montefortino. Serve hoje como logotipo para o Centro de Estudos Célticos de Sanfins. 





Existe ainda em Foz Côa, com réplicas expostas no Museu Arqueológico de Foz Côa, gravuras rupestres datadas da Idade do Ferro, onde é possível observar guerreiros, armados com escudos circulares e lanças, constituindo a reprodução de cenas reais ou imaginárias, de carácter bélico, lúdico ou mitológico.





No Sul de Portugal,(Alcácer do Sal) foram identificadas representações de "guerreiros" em pequenas esculturas de carácter votivo. Sendo possível identificar um escudo redondo.

Algumas destas peças estão expostas no núcleo museológico do Castelo de Alcácer do Sal. 





Mais a Sul, em Almodôvar, no Museu da Escrita do Sudoeste, está também exposta uma representação de guerreiro, procedente da necrópole da Abóbada. Representação de guerreiro a segurar em lança e escudo redondo, na estela decorada com o guerreiro está também a famosa escrita do sudoeste.