quinta-feira, 9 de maio de 2013


Breve bibliografia disponível online.
Idade do Ferro em Portugal







SILVA, A. (1986) - Cultura Castreja
http://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/3630.pdf

GOMES, M. V. (1990) - O Oriente no Ocidente. Testemunhos Iconograficos na Proto-História do Sul de Portugal, Smiting Gods ou Deuses Ameaçadores
http://www.academia.edu/591431/O_Oriente_no_Ocidente._Testemunhos_iconograficos_na_Proto-Historia_do_Sul_de_Portugal_smiting_gods_ou_deuses_ameacadores

QUESADA SANZ  (1991)    - En torno al origen y procedencia de la falcata iberica
http://www.academia.edu/729251/_On_the_origin_of_the_falcata_iberica_machaira_sv_kopis_Lorigine_de_la_falcata_iberique_in_Spanish_En_torno_al_origen_y_procedencia_de_la_falcata_iberica_

BERROCAL-RANGEL, (1992) The Celts of the Soutwestern Iberian Peninsula 
The Celts of the Southwestern Iberian Peninsula

ARRUDA, A. M. (2001) - A Idade do Ferro pós-orientalizante no baixo alentejo
A Idade do Ferro pós-orientalizante no baixo alentejo

VILAçA, R. (2003) A tapada das Argolas, Capinha, Fundão.
http://www.academia.edu/3125558/A_Tapada_das_Argolas_Capinha_Fundao_novos_contributos_para_o_seu_conhecimento

GAMITO, TERESA (2005) - The Celts in Portugal
http://www4.uwm.edu/celtic/ekeltoi/volumes/vol6/6_11/gamito_6_11.html

FABIÃO, C. - O Mundo indígena, romanos e sociedade provincial romana. Sobre a percepção arqueologica da mudança (Carlos Fabião)
http://www.academia.edu/1922686/Mundo_indigena_romanos_e_sociedade_provincial_romana_Sobre_a_percepcao_arqueologica_da_mudanca

OLIVEIRA, Carlos Filipe Pereira de (2007) - A cerâmica manual do Castelo de Castro Marim: século IX a III a.n.e.
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/7773

PEREIRA, T. (2008) - Artefactos Metálicos, IIª Idade do Ferro, Romanização, Exploração mineira durante a Época Romana 
http://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/393/1/17322_ArtefactosMet00E1licosdoCastelodeCastroMarimVOLI.pdf

GOMES, Esmeralda. (2008) Os ex-votos proto-históricos do Castelo de Alcácer do Sal
http://repositorio.ul.pt/handle/10451/488

GUERRA, A. (2010) - A Propósito dos conceitos de Lusitano e Lusitânia 
A propósito dos conceitos de Lusitano e Lusitânia

TRISTÃO, L. (2012) - Armas e Ritos na II Idade do Ferro do Ocidente Peninsular 
http://unl-pt.academia.edu/LeandroTrist%C3%A3o/Papers/1837421/Armas_e_Ritos_na_II_Idade_do_Ferro_do_Ocidente_Peninsular



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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Objectos em 3D

Modelos de armamento presentes na Península Ibérica em 3D

Castro do Monte Padrão. St. Tirso

Tipo de Sítio – Povoado Fortificado

Cronologia – Bronze Final, Idade do Ferro, Romano, Idade Média 

Localização – St. Tirso. Porto. 

Acessos – a partir de Santo Tirso, pela estrada nº 104 (Santo Tirso – Guimarães), devendo de seguida tomar-se a estrada nº 319, no sentido de Paços de Ferreira. No
percurso encontrar-se-ão placas indicadoras da estação arqueológica.

Descrição - De várias edificações de planta circular, algumas com vestíbulo, este Castro é também composto por três linhas de muralhas.
Neste povoado é bem visível a sobreposição ocupacional ao longo dos séculos, quer a nível do espólio resultante das escavações e observável no centro interpretativo, como também pelas diferentes características das estruturas hoje visíveis. Algumas com particularidades romanas.
      Da ocupação da Idade do Ferro e Romana foram descobertos diversos exemplares de  cerâmica comum, tanto autóctone como de importação romana, ânforas, vidros, tegula, imbrex, contas de colar executadas em pasta vítrea, lucernas e fíbulas, para além de alguns elementos de adorno realizados em bronze, diversos artefactos em ferro, cossoiros, mós manuais, moedas e escórias, estas últimas a atestar a provável actividade metalúrgica no povoado.

Durante a época medieval instalou-se no local um mosteiro ligado ao de Celanova (Orense) e que esteve activo até à Idade Moderna.

Deste período é também visível uma  necrópole de inumação composta por sepulcros sub-rectangulares delineados com lajes graníticas.






quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013



Espada de antenas tipo Alcácer do Sal





Composta por lâmina de dois gumes tem na área central, conjunto de estrias (linhas verticais), centradas entre duas caneluras. O punho composto por espiga, com enchimento metálico na zona central, apresenta secção poligonal. No topo do punho encontram-se as antenas, peça fundamental que deu origem ao nome da arma.
A necrópole do Olival do Senhor dos Mártires, em Alcácer do Sal, representa, no actual território Português o local com maior incidência de espadas e punhais de antenas.

No que concerne ao contexto ibérico, a zona da Meseta e, em particular, às necrópoles de La Osera, apresentam vastíssimo espólio de espadas de antenas com diferentes cronologias, entre os séculos IV e II a.C.

O princípio construtivo de antenas nos punhos das armas é observável em armamento de cronologia mais antiga, tanto nos punhais de Hallstatt, como em espadas da Aquitânia, ambas regiões centro-europeias. Estas antenas terão evoluído para diferentes formas; esféricas, semiesféricas e atrofiadas.


Das particularidades deste tipo de arma, a decoração oferece importante distinção. Presente no punho em alguns casos na guarda, nas antenas e também na bainha, é composta por linhas verticais e horizontais, linhas onduladas, linhas entrelaçadas, duplas espirais e círculos concêntricos. Estas são damasquinadas com fio de prata e, em alguns casos, de cobre.

A existência de espadas e punhais de antenas permite sustentar a presença de senhores da guerra, indivíduos que possuíam importante armamento, podendo corresponder a mercenários, celtiberos ou iberos, que ali se estabeleceram, ou a elites indígenas que dado o seu estatuto social possuíam espadas decoradas, resultante de produção local ou de transacções comerciais de origens distintas.

Os dados apresentados evidenciam fonte comum de origens clássicas e célticas, que, não obstante, podem ter chegado à Meseta, como a Alcácer do Sal, por via de difusão continental ou ibérica, demonstrando que as influências culturais não ficaram confinadas a uma única realidade cultural.









quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

   

  Balneário Sul da Citânia de Briteiros


Tipo de Sítio – Balneário Pré-Romano

Cronologia – Idade do Ferro

Localização – Braga / Guimarães / Briteiros /Salvador) 


Descrição - O abastecimento de água fria fazia-se por um caleiro que corria ao longo da rua principal da Citânia e que tinha origem numa nascente que brotava de um afloramento granítico. 



No interior deste pátio, eventualmente coberto no Inverno por uma estrutura de madeira, desmontável na Primavera e no Verão, ainda se observa o tanque. 

O pavimento do pátio era lajeado, conservando-se a escada de acesso. Também subsistiu o canal para escoamento da água. fonte (http://citania.csarmento.uminho.pt/)

A conhecida "Pedra Formosa", serviria de passagem para a câmara, como parece indicar a presença de uma abertura nas suas faces. 

Esta pedra apresenta motivos decorativos nas partes superior e anterior, que nos remetem para o universo da gramática decorativa castreja. 





Os recentes trabalhos de valorização do sítio 2008
( http://pedraformosa.blogspot.ch/2008/11/reaberto-balnerio-sul-da-citnia-de.html )










domingo, 4 de novembro de 2012

Capacetes Tipo Montefortino (Castrejos)


A singularidade dos capacetes de Castelo do Neiva e de Lanhoso como dos

fragmentos de Briteiros e os espigões de Resende e Sanfins, encontra-se principalmente
na decoração de alguns dos seus elementos, constituída por alinhamentos em “SS”,
círculos concêntricos, xadrez e ziguezagues, conferindo-lhes identidade própria, um
traço particular que ainda hoje os identifica como únicos.



A existência de temas decorativos idênticos, na cerâmica e na ourivesaria
castrejas justificam, segundo Carlos A. Ferreira de Almeida (1981) a presença de
produção local, assim como alto nível técnico na fabricação de objectos de bronze;
actividade a que conferem particularidades regionais, quiçá procedentes de períodos
anteriores.
O simbolismo, associado a este tipo de decoração, atribui aos capacetes valor
identitário muito próprio, ultrapassando assim a simples questão eminentemente prática,
defensiva, ou de protecção, embora aquele possa ter valor apotropaico. (Tristão 2012)


Na Antiguidade a utilização de capacetes, podia possuir dois grandes
significados, o simbólico e o prático. A representação de indivíduos armados com
capacete, fora do contexto de luta, é identificada em iconografias variadas e em
descrições de alguns autores clássicos como Estrabão (Geografia - 3 ,6 ), Diodoro
(Biblioteca Histórica - 5, 33) e Heródoto, (Histórias - 1, 172. 2 ), quer em contextos de
parada militar, ou religiosa, como em rituais fúnebres ou de nascimento.
Algumas de tais armas, como os capacetes tipo Montefortino, podiam apresentar
decorações particulares, associadas aos indivíduos que as utilizavam. Entre estas
verifica-se a presença de pequeno orifício no espigão e uma argola no guarda - nuca,
que eventualmente serviria para prender corrente ou, em alguns casos, para colocar
penachos (Ferreira de Almeida, 1981, p. 245).

mais informação capitulo 3.1 pp.10-27
http://www.academia.edu/1829578/Armas_e_Ritos_na_II_Idade_do_Ferro_do_Ocidente_Peninsular